Não tenho nem o que dizer!
12/01/2009
11/27/2009
ON HOW OLD MEMORIES COME ALIVE
Costumo dizer que meu amor pela foto foi 'love' à primeira vista, desde quando ganhei minha primeira máquina, que foi exatamente uma LOVE. Lembra? Aquelas primeiras maquininhas descartáveis? Pois é...
Mas daí... pensando melhor, lembrei que a coisa é mais antiga... mais jurássica, sabe? Vem da lembrança de meu pai, documentando tudo a nossa volta, com a maquininha dele. E isso, evoca lembranças que pra mim ainda hoje são mágicas! Todas as fotos de nossa infância - e algumas de nossa adolescência - foram com ela. Rsrs... O Filósofo-Papai era muito parecido comigo, sabe? Ele sempre estava lá... com a sua maquineta... Click! Click! Click!Gente... e a bichinha aguentou coisa, visse?! Inclusive ficar mergulhada num rio por dias, até ser resgatada por um pescador e ser devolvida a seu dono! É... e mesmo depois disso ainda tirou moooita foto. Outro dia papai a resgatou do fundo de uma de suas caixas-buraco-negro. E eu mais do que rapidamente adotei a danada e levei para uma geral. E não é que ela ainda funciona! Só não acho mais filme para ela... Uma pena!
Eu tenho também uma PRATIKA russa, que ganhei de meu tio Rubão. Foi com ela que eu comecei meus estudos da arte. Foi com ela que comecei a ensinar o Filósofo-Sobrinho a fotografar e tenho certeza que vai ser com ela que ainda faremos muitas fotos.
Mas qual é exatamente o quê desta minha viagem à memory lane??
É que recebi de migomeu, um curtinha chamado PEN Story. Ele me mandou com o simples recado: "Acho que vc vai gostar". E realmente eu amei!!! Não só pela sacada do vídeo, mas também pelas lembranças que despertou em mim. Ele foi produzido com e para homenagear os 50 anos da câmera OLYMPUS PEN. A PEN foi uma câmera fotográfica de formato inovador para a época (ela introduziu o conceito de máquina compacta acessível) lançada pela OLYMPUS no início da década de 60. Eu lembro bem da que minha tia Coxixa tinha, quando éramos crianças (memory lane again!), e de como ela também aguentava nosso tranco!
Com o design do gênio japonês Yishihisa Maitani (que faleceu em jul/2009), a idéia da criação da PEN foi – e ainda é – ter uma câmera compacta, mas com funções e lentes intercambiáveis de uma SLR. Prática de se usar e de se carregar como uma caneta (PEN, em inglês), a PEN veio popularizar a arte de fotografar. E por que eu digo que ainda é? Porque a OLYMPUS ressuscitou a PEN este ano, só que agora em formato digital.
Ah! E o vídeo? Bom... o curtinha é muito lindo e super-bem feito. Ele foi feito em stop motion, usando 60.000 fotos (feitas com a PEN, claro!), das quais foram impressas 9.600 e que depois foram usadas em mais outras 1.800 fotos feitas para o quadro-a-quadro da animação. Isto sem nenhuma pós-produção! A música tem melodia e letra lindas, compostas especialmente para o filme... escuta só:
A PEN ressuscitada no formato digital é uma compacta sem ser apenas uma compacta, e tem funções e intercambiamento de lentes de uma SLR sem ser uma SLR. Fotografa e filma em HD e já vem com 8 filtros de efeito artístico. A whole new experience, with sweet memories!!
E assim, por culpa dele, ela se junta à LOMO e à LEICA na minha lista de desejos fotográficos.
E assim, por culpa dele, ela se junta à LOMO e à LEICA na minha lista de desejos fotográficos.
11/26/2009
PINTOU TIM BURTON
Gosto muito de Os Fantasmas se Divertem... Edward Mãos de Tesoura... O Estranho Mundo de Jack (dois de meus preferidos)... e até mesmo de Batman... Marte Ataca... e a Fantástica Fábrica de Chocolates. Não... não vou falar de Alice de novo, prometo!
Minha paixão é essencialmente com o visual que ele imprime em seus filmes, que depois, lendo a respeito, descobri que é super-hiper pessoal! Tim tem background de desenhista - acredite ou não, foi ilustrador dos estúdios Disney - e adora rabiscar. Por exemplo... Jack - e muitas das criaturas da 'Terra' do Haloween - nasceu de rabiscos feitos nas margens de seus diários.
E são exatamente estes rabiscos (e outros sketches) que formarão o conteúdo da mostra TIM BURTON, inaugurada domingo passado no MoMA de New York.Farão parte da exposição esculturas, desenhos, pinturas, vídeos bem como muitos dos rascunhos, storyboards, maquetes e peças usadas em seus filmes.
No auge da onda de Alice no País das Maravilhas, as obras de Tim ficão no MoMA até 26 de abril de 2010.
Quem vai ter a sorte de passar pela Big Apple neste período (*suspiros*) não pode perder este programão!!
Quem vai ter a sorte de passar pela Big Apple neste período (*suspiros*) não pode perder este programão!!
11/25/2009
FILME DA VEZ: "JULIE & JULIA"
Cine-comichão generalizado! E lá fomos nós: eu, Nani e Vivi, assitir correndo!
O filme é tão delicioso quanto o livro, ou quanto a comida exibida nele! E não só com isso vc vai se identificar! Principalmente se for mulher... balzaquiana... e blogueira...
Eu tinha até começado a rascunhar um post gigantesco sobre todas estas referências mas daí, ontem de manhã, me deparei com o belíssimo texto escrito pela Fal. Um texto PPP, sabe? Perfeito, preciso e poético em todas as palavras! Quotei ele aí abaixo, na íntegra, pois é exatamente o que eu estava tentando dizer. Faço minhas as palavras dela.
Se você me pedir pra resumir a história (e se você não pedir, vou fazer isso do mesmo jeito), digo que é sobre uma secretária que, no começo dos anos 2000, resolve fazer um blog no qual contará suas experiências durante o ano em que faz as 524 receitas do livro Dominando a Arte da Culinária Francesa (Mastering the Art of French Cooking), de Julia Child. Essa experiência virou um livro. E o livro virou um filme.
Mas a história é, ao mesmo tempo, tão mais, que um texto só não dá conta. A história fala sobre ter coragem sempre, desistir todos os dias, famílias complicadas, casamentos felizes, lagostas vivas na panela, crises de nervos no chão da cozinha, blogs, seus leitores de blog, patos costurados, taças bonitas, roupas dos anos 50, cidades lindas, cidades horrorosas, carreiras que não vão pra lugar nenhum, carreiras que deslancham, escolhas e decisões – certas, erradas, dolorosas, ou ruins, muito ruins. Você se identificou? Seja bem-vindo.
E no filme, dum jeito muito mais bonito e claro do que no livro (e dói meu coração falar que alguma coisa em algum filme é melhor que num livro – seja ele qual for), a vida e o projeto de Julie (a garota dos anos 2000) é entremeada pela vida de Julia Child (trazida de volta à vida pela monumental Meryl Streep, impressionante no papel ), uma americana de mais de 1,80 m que, depois de trabalhar para o governo americano durante a Segunda Guerra, casa com o amor de sua vida e se muda para Paris (tem um detalhe engraçado que no livro fica mais... explicadinho que no filme: Paris era toda feita para mulheres de 1,50m, e a pobre Julia vive curvada e com dor nas costas. Sem alarde e sem fazer carnaval, a Meryl Steep passa o filme todo com ‘a mão nos quartos’. Ficou muito bem feito.). Em Paris ela descobre sua vocação, aprende a cozinhar, vai dar aulas de culinária e acaba se envolvendo no projeto dum livro. Todas as gracinhas que você vê a Nigella fazendo hoje, Child fez antes e melhor. Ela mudou a nossa relação com a comida, com escrever sobre comida, com o ato de comer e, na tela da televisão americana, ela foi um soprinho de ar fresco e diversão na caretice do comecim da década de 60. Ela foi mesmo muito importante. Ela é.
Para mim, o golpe de mestre do filme, foi ter mesclado o livro da blogueira Julie Powell com cenas tocantes da vida de Julia Child, tecendo assim uma biografiazinha ligeira, leve, engraçada e merylstreepisada da cozinheira.
As pessoas vão se apaixonar pelo filme por motivos diferentes. Vi um filme num grupo pequeno, delicado oferecimento da Sony pra divulgar o danado. A maior parte das pessoas dali eu conhecia da vida civil, não só da tela do computador, e dava pra sacar que a Isabel ria mais do que a Carina em determinadas partes, que algumas pessoas ficavam mais animadas do que outras com a quantidade de manteiga que Julie e Julia colocavam na comida e que minha mãe gemia pelos sapatos o tempo todo (Natália, mana, nós temos que ver juntas. Mana, as roupas dos anos 50 da Julia, as roupas retrô da Julie, eu só pensava em você. E O SAPATO que a Julia usa na última cena, MANA, eu só pensava em você MESMO).
Fiquei com um nó na garganta o tempo todo, durante toda a exibição. Apesar de adorar comida e venerar manteiga e querer todos aqueles sapatos, o que me fez morrer pelo filme foi o fato de que eu já tive um amor como o da Julia. Um homem meigo e engraçadíssimo, que apoiava toda e qualquer maluquice que eu inventasse, que apoiava dum jeito fora do normal qualquer esboço (e sempre foi só um esboço) de talento que eu tivesse e que botava uma fé descomunal em mim. Stanley Tucci na pele de Paul Child, o marido de Julia Child, está comovente. Mas sentado ao meu lado estava o Fernando Weno, cool até a medula e caso você não o conheça, um tremendo artista, e eu não podia dar vexame. Então, em minha defesa, quero declarar que não chorei. Muito. Bom, eu não solucei. Não funguei. Não assoei o nariz na lapela da camisa dele, o que se tratando de mim é um assombro de boa educação e comedimento. Eu estava lá fingindo que também sou cool e muderna. Eu não engano ninguém, nós sabemos, mas eu tento. Tento muito. De modos que, na medida do que me foi possível, quase não chorei.
Fazia um tempão que a vida me devia um filme assim.
Ah, e tão importante quanto todo o resto 1: Meryl Streep no papel de Julia Child está maior do que a vida. Ela vai ser indicada ao Oscar de novo. E se os arautos do apocalipse tiverem razão, e o filme sobre a vida do Loola for a indicação a filme estranja, creiam, só a Meryl Streep salvará nossa noite
Tão importante quanto todo o resto 2: quem não foi ver o filme conosco perdeu a Célia de aplique, salto, batom cor de uva e com quase todo o ouro que já foi garimpado no planeta pendurado naquele corpo bem torneado. Célia abalou
Eu vou estar aqui no Drops durante um mês, convidada pela Sony, falando do filme, da M. Streep, do livro, das receitas, da manteiga, da coragem descomunal que a pessoa tem que ter pra jogar lagostas vivas na água fervendo, da vida e, claro, de sapatos. Então, oi.
Ah! E quando for assistir ao filme, vá de estômago forradinho, pois não importa a hora que vc vai sair do cinema; você vai querer sair dali direto pr'um supermercado 24h!
Eu fui!
Filosofado por Rubeolina E. F. :: 1:40 PM 0 pitacos
Index :: Cine-Comentário, Copy-Paste, Filme da Vez, Julie e Julia
OVERDOSE DE ALICE
1ª Dose - E lá vou eu falar de Alice de novo... Mas o que é que eu posso fazer?! O Filme tá chegando! E aqui no FILOSOFIAS já estamos na ansiedade desde o primeiro bizu. A expectativa é grande porque, para destrinchar o universo, sombrio, melancólico, bizarro e nonsense de Alice, ninguém melhor do que o também sombrio, melancólico, bizarro e nonsense Tim Burton.
2ª Dose – Para completar o Museu de Arte Contemporânea da USP, inaugura a mostra "Um Mundo sem Medidas". Não é Alice em sim, mas trás para nós o trabalho de dez artistas plásticos contemporâneos. Com esculturas, fotografias, pinturas, desenhos e projeções performáticas a idéia da curadoria é explorar noções de espaço, tempo e dimensões inspirados no universo lúdico de Alice.
3ª Dose – a Cereja do Bolo quem vai colocar é a Editora Cosac Naify, que lança agora no fim do ano uma edição especial de “Alice no País das Maravilhas”, com ilustrações de Luiz Zerbini, posfácio de Nicolau Sevcenko e um acabamento especial para colecionadores que e reproduz uma caixa de baralho!
É uma 'overdose' no melhor dos sentidos!
Filosofado por Rubeolina E. F. :: 12:00 AM 0 pitacos
Index :: Alice no País das Maravilhas, Exposição, Filme da Vez, Livros
11/24/2009
TO BE OR NOT TOBIAS! THAT's THE QUESTION!
Pois é... para quem não sabe, tô com criança nova em casa.
É o Tobias. Chegou inesperadamente, sem planejar, sem anunciar, e ficou!
Chegou sem estar ainda desmamado, dormindo nos primeiros dias, grudado em meu pescoço.
Coisa aliás, que ele ainda faria, caso não tivesse crescido tanto!
Ao conhecê-lo nem tente compará-lo com o Darta! Nadas a ver! Ele é meu "Zoião de Biloca"...
meu conversador incansável... meu retirante faminto... minha criança hiper-ativa...
meu destemido "Mestre Yoda" (idéia de Pê!)...
E pra quem achou que era conversa minha, taí a fota dele com o Filósofo-Sobrinho,
que não me deixa enganar seu ninguém!
-----------------
APIDEITI:
Em tempo... o nome do Tobias foi escolhido pela Filósofa-Irmã,
durante uma enquete familiar. Que fique registrado!
que não me deixa enganar seu ninguém!
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APIDEITI:
Em tempo... o nome do Tobias foi escolhido pela Filósofa-Irmã,
durante uma enquete familiar. Que fique registrado!
Filosofado por Sora Soralina :: 2:08 PM 7 pitacos
Index :: Gatos, Rapidinhas, Tobias
ARTE NOS BASTIDORES
Esta é uma arte estampada na minha parede preta, lá em casa.
Alí, na assinatura, o P é de Pedro, o R é de Rabay.
Mais conhecido como artista em tempo integral e
Filósofo-Sobrinho nas horas vagas. Rsrs...
Not bad... Not bad at all!
11/18/2009
LIVROS, TODOS ELES!
Finalmente, teremos acesso ao Kindle no Brasil. A notícia já é velha. Aliás, notícia esta que causou (e ainda causa) furor - positivos e negativos, claro.Euzinha, tecnóloga geek-freak-descontrol, fiquei entusiasmada. Inclusive, surfando na ressaca do anúncio, fui ainda além e até mostrei para vocês aqui outro objeto de desejo meu.
Fazer o quê?! Eu sou assim! Amo livro, amo papel, mas também amo tecnologia. E enquanto bibliotecária em pleno raiar do século 21, os três fazem parte de meu universo, inegavelmente.
Questionar se o nascimento da onda do Kindle (ou qualquer outro leitor eletrônico) é ou não a morte do livro impresso, para mim é algo muito parecido com discutir o sexo dos anjos, discutir política, discutir futebol: discute-se muito, infrutiferamente, sem chegar a conclusão alguma.
Como disse Jerome Vonk em seu artigo, O futuro do Livro ou o livro do futuro, “o assunto aqui é o futuro da leitura, e não o futuro do livro”. Concordo com ele em gênero número e grau! E ele explica o por quê: “os dois livros (as duas formas de leitura) podem e deverão conviver pacificamente, e é irrelevante discutir sobre isto”.
Ponto! E eu assino embaixo! Até mesmo porque eu quero mais é LER, seja papiro, livro, revista, jornal, carta, e-mail, Kindle, não importa!
E só para você ter uma idéia de quem fala tão lucidamente assim... Jerome Vonk é editor da Casa do Psicólogo, e não só lê compulsivamente como também cheira livros há mais de 40 anos. Pedir um de seus exemplares emprestados soa-lhe como total falta de educação e afronta pessoal.
Ói que onda?!
BOA SORTE!
Ontem estava assim... precisando me inspirar, sabe? E daí aproveitei a deixa de comprar um presente para a Marinovsky e dei um pulinho lá na Elvira Matilde.Ai gente... a coleção Verão 2010 tá uma coisa de doido! Tanta coisa linda e mimosa!
O tema desta vez é Boa Sorte e a designer Gabriela DeMarco traz nas estampas agora os amuletos da natureza.
Na modelagem diferente (característica da marca) em malhas de qualidade e tbm em tecidos, as divertidas estampas desta vez trazem grafanhotos... tartarugas... corujas... sapos... joaninhas... e até gatinhos... Todos eles considerados amuletos de bom agouro em alguma etinia.
Eu mesmo não resisti e, contra a minha política de só comprar nas liquidações, levei meu 'amuleto' para casa: um vestidinho cheio de gatinhos. Só para garantir, né?
Olha, vale à pena dar uma espiada, viu! Mas já aviso... resista se for capaz!
Eu não fui...
E acabou que o 'acunticido' me fez lembrar da música Boa Sorte da Vanessa da Matta. Eu adoro esta música e vai ela aqui, de trilha sonora para vocês. Xro...
11/15/2009
SWEET DREAMS IV...
De um e-mail tipo corrente fofo que recebi semana retrasada.
Se alguem souber a fonte, please me avise.
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